
Acordes de cultura, memórias do passado, tal como num bom romance histórico, surge este local especialmente acolhedor no centro histórico de Braga. Imaginem que estamos a entrar na casa da nossa avó e que ela nos recebe de braços abertos, com aqueles petiscos que tão bem o tempo e a sabedoria lhe vieram a ensinar… Mal se entra neste local, experimenta-se uma atmosfera acolhedora e ecleticamente cultural. Invadindo este espaço, ao som dos Gotan Project, deparámos-nos com um ambiente realmente peculiar; à nossa frente surge uma miscelânea de objectos, de entre os quais salta ao olhar uma pequena brochura original anunciando o primeiro festival de Vilar de Mouros. Olhando para o tecto, deparámos-nos com uma incrível silhueta feminina sensualmente colocada num poster anunciando uma mostra de fotografia em tempos passados. Aparecem-nos por todo o lado recordações, brochuras publicitárias, máquinas fotográficas antigas, pinturas, até tacos de golfe cuidadosamente colocados no pouco espaço dedicado a este local. Imaginamos figuras como poetas, escritores, fotógrafos ou músicos, idealizando obras-primas ao som de um rodopiar de um bom vinho, ou ao timbre do arfar de um paladar saciado.
Esperando ao pequeno balcão com vista para a cozinha, apreciamos umas revistas sobre viagens planeando locais e sabores a visitar. Devo também mencionar a módica casa de banho unisexo, onde a distinção entre feminino e masculino não nos é permitida; não deixando de encarar esta situação como mais um elemento decorativo, que reunido a todos os outros, nos parece simplesmente premeditado. Os proprietários do local, a simpática “Dona Mina” e o carismático “Sr. Félix” são figuras que complementam o carácter da Taberna do Félix.
No Verão, num dia de bastante calor, aconselha-se a reservar mesa na pequena esplanada, podendo apreciar as antigas ruas bracarenses, e o burburinho da brisa nocturna misturado com os aromas gastronómicos ostentados no ar.
O restaurante “Taberna do Félix”apresenta uma lista de cozinha portuguesa. Oferece vários pratos, dos quais destacamos o “Bacalhau com Broa” e o “Arroz de Pato”. Aconselham-se deliciosas “Setas” para entrada.
O melhor presunto é aqui servido cortado por uma mão certeira, realçando o seu intenso sabor.
Os outros pratos apresentados são, “lulas recheadas”, “costelinhas de sardinhas com feijão frade”, “bifinhos de vaca com feijão preto e arroz branco”, “dourada no forno”, “pataniscas” que também podem servir como entrada, entre outros, todos eles de excelente qualidade.
A carta do vinho é pequena, mas engloba vinhos de qualidade bastante agradável, com preços bastante razoáveis.
As sobremesas, qual escolher?..., podem deliciar-se com “tarte de limão”, “bolo de chocolate”, “cheesecake”, “bolo de bolacha” ou uma excelente fruta de época sempre de exímia qualidade.
Neste restaurante, sentir-se-ão em casa, aproveitem e façam uma visita com os vosso familiares a uma casa que não conhecem, mas que vos transmitirá uma sensação unicamente hospitaleira. ContactosTelefone:253 617701Morada: Rua da Praça Velha, 17, BragaHorário: só jantar das 20h às 2h
Dia de fecho: domingo e feriados
Seguindo o som dos sinos ancestrais da Sé de Braga, local histórico e unicamente bem conservado na cidade de Braga, sentimos brotar os sabores de um recanto dos deuses, onde estes se misturam sem pudor em pratos bem conseguidos com paladares explícitos, de uma qualidade exuberante. Poderá encontrar aqui o restaurante De Bouro, um local que satisfaz os mais exigentes em termos de uma suave nouvelle cousine. Com um toque tradicional, pode-se até arriscar declarar uma fusão entre a tradição portuguesa com a gastronomia francesa. Situado num local, onde o antigo se envolve com o contemporâneo numa reforma perfeccionista e bem conseguida, tal como os pratos que oferece, o restaurante "De Bouro" apresenta uma aura de qualidade misturada com um profissionalismo espantoso. Olhando ninguém diria, teria de ser conquistador, e até um pouco extrovertido, para encontrar este sítio tão especial em Braga. Só uma severidade visual consegue descobrir tal local, traçando o embaraço de uma história tumular romana enterrada no solo onde se assenta. Tendo como anfitrião César Augusto, baptista de Bracara Augusta, poderíamos até conceber um festim romano actual, de novos sabores, onde poderiam participar figuras antigas, como Teresa de Leão, os pais de D. Afonso Henriques, Henrique de Borgonha e sua mulher, entre outros. Acredito seriamente que todos estes convivas sairiam encantados com o maravilhoso festim de sabores que esta paragem oferece.
Após termos como referencia a Sé de Braga, e depois de perguntar a um e a outro transeunte pelo restaurante, lá encontramos um amável senhor que entusiasticamente nos escoltou ao local. O restaurante "DeBouro" encontra-se localizado numa antiga e estreita rua no centro histórico de Braga. Logo notamos que já tínhamos passado perto do restaurante várias vezes, sem o conseguirmos detectar. A meio da rua, a pequena porta vidrada vermelha, logo nos revelou a simpatia do recepcionista, também chefe de mesa. De imediato fomos escoltados ao som de uma música suave, através do simpático corredor do restaurante, até à nossa mesa. Esta encontrava-se cuidadosamente preparada, parecendo até, que nos esperava ansiosamente, prestes a agradar os nossos desejos. Aqui sentimos o calor de um cantinho sofisticado, onde a elegante simplicidade do local, nos permitiu deixar toda a atenção aos sabores oferecidos. As referências ao passado bracarense revêem-se nas fotografias a preto e branco, colocadas meticulosamente nas paredes que nos rodeavam.
O branco dominador das paredes, das toalhas de mesa, dos guardanapos e das loiças de mesa, reflectiu as cores das entradas que nos colocaram à disposição. Um colorido de entradas foi-nos oferecido, “salpicão”, “cogumelos frescos salteados com salsa e alho”, “pimentos assados em vinagrete e azeitonas”, “pasta de bacalhau com tostas”, “paté especial de atum”, “canapés de vários queijos franceses”, “rolinhos de banana com bacon assado”, entre outros, enfim um festim de entradas saborosas e sofisticadas.
De seguida escolhemos o vinho, de uma carta bastante completa, com várias designações básicas sobre o vinho. No caso de não serem entendidos no assunto, poderão deixar a escolha ao critério do chefe de mesa, Sr. Rui, pois o seu conhecimento sobre o assunto é muito fiável.
Qual não é a nossa surpresa, quando o simpático e profissional Sr. Rui, nos interrompe a animada conversa entre um pequeno grupo de amigos, literalmente recitando os pratos disponíveis neste dia, e explicando cada um com uma convicção e peculiaridade maravilhosa. Todos achamos o momento original e até divertido, pensando ser exclusivo da nossa mesa, mas rapidamente descobrimos que todos têm direito ao mesmo tratamento distinto.
Os pratos apresentados foram, “perdiz estufada com arroz”, “arroz de pato com pinhões”, “magret de pato”, “medalhão com molho de pimenta”, “coxa de pato gratinada com puré de maçã”. Nos pratos de peixe anunciou o “arroz de tamboril”, “linguado grelhado com molho de champanhe”, “polvo grelhado” e por fim o maravilhoso “bacalhau gratinado com gambas”.
Escolhemos o bacalhau gratinado com gambas, simplesmente SUBLIME; seguiu-se o arroz de pato com pinhões, onde se deseja simplesmente poder comer sempre um bocadinho mais…
Chegando à altura das sobremesas… este momento especial que o Sr. Rui alegra ainda mais, com um carrinho recheado de várias sobremesas, onde simplesmente não resistimos a provar um pouco de cada, “tiramissú”, “pecados do convento”, “requeijão com avelã”, “bolo húngaro”, “bavaroise de ananás”, formam eleitas como algumas das melhores sobremesas por nós saboreadas.
"Quem vê Braga por um canudo", não pode deixar de apontar um olhar, e até um pouco da sua atenção a um local tão especial, localizado no centro histórico de Braga.Contactos:Morada: Rua St. António Travessas 30/24700-040 BragaTelefone: 253261609Métodos de Pagamento: Multibanco, Visa, American Express, Diners ClubHorário: Das 13:00 às 15:00 e Das 20:00 às 23:00Dias de Encerramento: DomingoCapacidade (lugares): 44

Com um certo prazer, orgulhamo-nos de ter iniciado este blog com uma visita especialmente encantadora à serra do Gerês, onde nos deparamos com um lugar tão especial, que qualquer um se sentiria rendido aos nossos antepassados históricos, imaginando-os em lutas ferozes por um tão belo pedaço de terra. Lá encontramos um sítio esplêndido quer pela sua localização, quer por todo o ambiente arqutectonicamente interessante. Depois de uma viagem, um pouco longa até à aldeia de Brufe, localizada no concelho de Terras de Bouro, demo-nos de caras com o restaurante “ O Abocanhado”, situado numa encosta banhada por uma vista encantadora sobre as serras e sobre o rio Homem. O restaurante idealizado pela dupla de arquitectos António Portugal e Manuel Maria Reis tem sido merecedor de vários prémios arquitectónicos. Este local consegue integrar-se de uma maneira surpreendente na paisagem local.
Enquanto nos deliciávamos com as vistas maravilhosas, e antes de nos escoltarem à nossa mesa, foi-nos dado a escolher o menu para o nosso jantar de amigos.
As entradas são tipicamente locais, servem-se azeitonas, canapés variados, rojões em vinha de alho e umas deliciosas pataniscas de bacalhau, onde simplesmente não resistimos a repetir…
O menu, especialmente dedicado aos apreciadores de carnes, apresenta certos pratos confeccionados com carnes locais, como “garnizé estufado com vinho do porto”, o “cabritinho da encosta de Brufe”, “posta à abocanhado”, “javali” e outras iguarias. Complementando este cardápio temos mais dois pratos típicos da região, a “tibornada de bacalhau” e o “bacalhau com migas”.
Provamos dois pratos distintos, a “posta à abocanhado”, onde a sua qualidade estava não tão boa quanto se esperava para um local destes; e comemos o “bacalhau com migas”, onde o carácter deste prato demonstrava uma qualidade fantástica.
Para sobremesa destacamos o “pudim de coco com ameixas”, o típico “pudim de abade priscos”, as “peras bêbadas” e a “torta de laranja”. Provamos várias frutas, todas elas irrepreensíveis, bem como o “pudim de abade priscos” também muito bom.
No nosso entender, a carta de vinhos não está muito bem conseguida, embora dispusesse de vários vinhos de qualidades e preços variados, não era muito extensa, nem dispunha de informações suplementares além do nome dos vinhos em causa.
Salientamos a simpatia acolhedora da proprietária Helena, bem como o excelente ambiente, a qualidade dos empregados, todos eles bastante profissionais. A decoração do ambiente é muito agradável, dispõem de elementos arquitectónicos muito interessantes, bem como elementos decorativos locais misturados com peças de autor. As cadeiras são extremamente confortáveis, bem como a decoração floral feita originalmente com as flores locais. As mesas estão dispostas com toalhas brancas e com loiça branca. As casas de banho encontravam-se irrepreensíveis, com arranjos florais originais simpáticos. E assim foi uma noite bem passada entre amigos, num local onde aconselhamos a visitar o mais breve possível.
Contactos:
Telefone: 253 352 944 Fax: 253 352 107Tlm.: 917 342 957Email: info@abocanhado.com
http://www.abocanhado.com/
Horário de funcionamento:
Almoço – 12.30 às 15.00
Jantar – 19.30 às 21.30
Altura de fecho semanal – segunda e terça
Iniciamos esta aventura à mesa como comensais da arte do bem comer em ambiente de prazer. Por muito essencial que o sabor seja um transporte primitivo, levando-nos pela viagem do prazer da gula, por si só, não é eficaz para avaliar um bom restaurante. Mas… numa receita onde se adiciona o paladar, a visão, o tacto, o olfacto, e a audição, em quantidades criteriosas, podemos criar uma fórmula especial que nos permitirá avaliar, com um certo grau de certeza, um local, neste caso um restaurante, com uma equidade da qual nos orgulhamos.